quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

PROPRIEDADES À BORDA D’ÁGUA

 A 1 de janeiro de 2014, os terrenos a uma distância de até 50 metros de qualquer recurso hídrico (mar, lago, rio ou qualquer água flutuável) passam para posse do Estado, a não ser que os atuais proprietários provem, até lá, que a parcela já é privada há pelo menos 150 anos. Isto é o que acontecerá se for cumprida a lei nº 54/2005.


 
Linha Azul marinho  - Linha de Água atualLinha Azul florescente - Linha da Margem dos 50 Metros


PROPRIEDADES À BORDA D’ÁGUA


Os proprietários de zonas ribeirinhas ou junto à costa, estão obrigados a reivindicar junto dos tribunais os seus imóveis até ao dia 1 de Janeiro de 2014.

Simultaneamente com a Lei da Água, entrou em vigor a Lei 54/2005 de 15 de novembro, que estabelece a titularidade dos recursos hídricos. Abrange as águas e os respetivos leitos e margens, zonas adjacentes, zonas de infiltração máxima e zonas protegidas.

Em função da titularidade, os recursos hídricos compreendem os recursos dominiais (públicos) e os patrimoniais (particulares).

O domínio público pode pertencer ao Estado central, às Regiões Autónomas, aos municípios e às freguesias.

LARGURA DA MARGEM

É considerada margem das águas do mar, bem como a das águas navegáveis ou flutuáveis, que se encontrem sujeitas à jurisdição das autoridades marítimas e portuárias, uma faixa de terreno com a largura de 50 metros.

A margem das restantes águas navegáveis ou flutuáveis tem a largura de 30 metros.

No caso das águas não navegáveis ou flutuáveis a largura é de 10 metros.

Tendo natureza de praia em extensão superior às definidas, a margem estende-se até onde o terreno apresentar tal natureza.

No caso das arribas alcantiladas, a largura da margem é contada a partir da crista do alcantil.

Mesmo que seja reconhecida a titularidade privada sobre as margens, ficam sujeitas a servidões administrativas. Com efeito, desde 1 de Dezembro de 1864, ficou consignada na Lei a proibição de em Portugal existirem praias privadas. Por outro lado é livre o acesso da população às águas dos rios, ribeiros, albufeira, etc..

RECONHECIMENTO DA

PROPRIEDADE

Quem pretenda obter o reconhecimento da sua propriedade, deve intentar a correspondente ação judicial até ao fim do ano de 2013.

Anteriormente a prova de titularidade era feita num processo administrativo, sendo agora exigível um processo judicial.

No caso do proprietário não dispor de documentação suficiente e sendo a prova testemunhal impossível – 5 gerações se passaram -, necessita de apoio jurídico para poder fazer o trato sucessivo das escrituras e registos e provar documentalmente que tais terrenos eram, por título legítimo, objeto de propriedade particular há pelo menos 138 anos. Tratando-se de arribas alcantiladas, há 134 anos, desde 22 de Março de 1868. Este trabalho pode exigir uma exaustiva consulta aos arquivos, sabendo-se que as Finanças só dispõem de registos até 1931. Gravuras antigas, fotos (muito embora a fotografia, inventada por Niépce em 1826, estivesse a dar os primeiros passos) ou outro tipo de ilustrações que provem que determinado edifício já à época existia naquele local, não dispensam uma consulta aos arquivos municipais, distritais e Torre do Tombo.

Mas a Lei prevê uma exceção: os casos em que os documentos se tornaram ilegíveis ou que se prove que um incêndio, um acidente da natureza, uma greve ou um motim tenham destruído os arquivos da conservatória ou do registo competente. Neste caso a propriedade presume-se particular, mas sem prejuízo dos direitos de terceiros.

ABUSOS

Se bem que muitas destas propriedades tenham origem legítima e fundamentada em compra ou herança, casos há, de todas as épocas, mas mais perto de nós, com origem no período conturbado que se seguiu ao 25 de abril de 1974 em que algumas pessoas, pensando que “isto era tudo nosso” deitaram a mão e ocuparam várias propriedades particulares e públicas, com destaque para as de localização mais apetecível, mormente à borda d’água…

Cerca de 1.000 proprietários já foram reconhecidos, sendo relativamente pequeno o número de situações com impossibilidade de prova de posse privada anterior a 1864.

Refira-se que, a partir de 1 de Janeiro de 2014 o Estado não vai obrigar ninguém a abandonar as propriedades, apenas no dia em que se queira vender ou fazer uma obra de remodelação,   não pode, porque nem o notário lhe faz a escritura, nem a Câmara lhe passa a licença.
Fonte: http://www.proprietarios.pt
 

Linhas de água e o seu condicionamento para Lagoa Da Ervedeira



Linhas de água e o seu condicionamento para Lagoa Da Ervedeira

Vimos  por este meio apresentar vos  um trabalho  elaborado por nós e mais alguns amigos , relacionado com as linhas de água e a importância da sua limpeza referentes á localidade da Ervedeira, águas essas que gostariamos  que fossem  grande parte delas enviadas para a Lagoa Da Ervedeira , dái o nosso interesse e também de todos habitantes e conhecidos da lagoa  , aos quais queremos expor a nossas ideias .
Depois de andarmos a pesquizar a existência de algumas valas que já foram extintas ( e que são importantes)  e de ver o estado das que ainda existem e que ainda  correm alguma água , deparamo-nos com muitas destas valas totalmente obstruidas,  muito por falta de limpeza e zelo de alguns dos proprietários e onde reparamos que muita da água que poderia fazer com que a lagoa podesse subir uns metros, sublinho uns metros, esta fica perdida , retida e por vezes desviada para outros locais ..
Junto anexo Imagens por nós  editadas de modo a poder esclareçer os pontos vitais para que se possa encontar uma solução a fim de se poder executar as operaçoes de limpeza/manutenção :


Imagem 1   (Mapa de todas* as Linhas de água  valas , valetas e outros canais de drenagem )

Linha Azul _______Vala ou valeta extinta ou alagada pelo propriatario ou pela a erosão .
Linha Vermelha___ Vala ou valeta  muito obstruida por folhagem , plantas invasoras e outros materiais  (manilhas de pequena dimensão obstruidas e partidas)  a necessitar de alguma limpeza e ou  dragagem de areias .
Linha Laranja____ Vala ou valeta  obstruida por folhagem e outros (manilhas de pequena dimensão obstruidas e partidas)  a necessitar de alguma limpeza e ou  dragagem de areias .
Linha Verde______ Vala ou valeta totalmente limpa sem necessidade de limpeza
Linha Amarela____ Canalização subterrânea centenária que outra hora drenava as águas de um Nasçente localizado no centro da Ervedeira .
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Imagem 2 (Mapa de todas* as Linhas de água  valas , valetas e outros canais de drenagem que drenam as águas para o barreiro  e Lagoa da Ervedeira )

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As linhas de água temporárias, mais vulgarmente designadas de valas , valetas e outros canais de drenagem  apresentam durante o Verão um nível de água reduzido ou mesmo inexistente, mas no Inverno elas são fundamentais para o escoamento da água das chuvas e para a drenagem dos terrenos.
 É neste sentido que  viemos  propor  uma analise à junta de freguesia e a toda a população em geral ,   para que  seja encontrada uma solução para a realização  da limpeza e desobstrução das linhas de água existentes na Ervedeira , águas essas que na maioria possam consistir para o bom nivel friatico da Lagoa da Ervedeira , coisa que nao está a aconteçer devido  a quantidade de lixo depositado nas embocaduras dos sistemas de águas pluviais que  geralmente é elevada, situação agravada pela queda de folhas de árvores , detritos vegetais ,falta de limpeza , manutençao e outros materiais inertes, que durante a estação seca se depositaram ao longo das valetas das vias de comunicação que contribuem para situações de obstrução dos canais de escoamento.
Sabendo que muito se deve á  falta de limpeza dos proprietários das propriedades privadas, de parcelas de leitos e margens que não integrem o domínio público e tambem  da responsabilidade da autarquia, sempre que a linha de água esteja inserida em aglomerado urbano , de  onde as  primeiras chuvas de Outono são geralmente responsáveis pelo arrastamento e concentrações destes resíduos sólidos em locais inadequados (sarjetas, sumidouros e valetas), originando acumulações de águas pluviais que poderão provocar corte de vias de comunicação ou mesmo inundações nos pisos mais baixos de edifícios , pinhal , bastios e  terrenos de cultivo .               
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Imagem 3 (Mapa de todas* as Linhas de água valas,valetas e outros canais de drenagem que drenam as águas para o barreiro e Lagoa da Ervedeira )
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A limpeza das linhas de água tem como objectivos:

                                                                      
A operação consiste na limpeza de valas urbanas, para contribuir para a desobstrução das linhas de água evitando-se assim inundações durante o ano hídrico.  A desobstrução de linhas de água e valas em troços urbanos sabendo que é da responsabilidade da Câmara Municipal. A intervenção irá permitir contribuir para a salvaguarda da segurança de pessoas e bens em caso de cheia, proporcionando níveis de circulação do caudal nas linhas de água, fundamentais para o nivel friatico daí , fazendo com que exista uma boa drenagem das águas primcipalmente para a  Lagoa , barreiro e outros locais.   A Autarquia deveria realizar o trabalho  nos principais cursos de água e dentro da malha urbana, uma vez que, conforme a Lei n.º 58/2005, de 29 de dezembro, fora dessa malha, a limpeza das linhas de água é da responsabilidade dos proprietários dos terrenos confinantes com as mesmas, que são obrigados a:
a) Manter o seu bom estado de conservação, procedendo à sua regularização, limpeza e desobstrução;
b) Proceder à correção dos efeitos de erosão, transporte e deposição de sedimentos, designadamente ao nível da correção torrencial.        
                                                                                                                                                                                                                                             

c) Preservar a fauna e flora.

d) O desassoreamento pontual no leito da vala.

c) Retirar  todo o tipo de detritos vegetais e material sólido folhas caídas das árvores, plantas invasoras, areias e pedras , arvores  somente as que se encontrem no leito do curso de água  e que constituam obstrução da secção de escoamento e fectuar a limpeza manual em zonas sensíveis obrigatorias  por lei.

e) O issencial  seria efetivamente a população participar solidariamente na limpeza das valas, valetas ou valados. Possuir um bom sistema de esgotos que não fiquem obstruídos à mínima enchente, limpar terrenos e pinhais, arranjar meios que possam obviamente e atempadamente prevenir estas situações. É uma questão de consciencialização e de boa vizinhança. Não se dão respostas sem que haja perguntas. Este tipo de iniciativas presume empenho, solidariedade dentro da comunidade, comunicação e sobretudo boa vontade. Com a colaboração de todos e obviamente com a ajuda da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal, tudo o que houver a fazer... faz-se.

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 Imagem 4 (Mapa de todas* as Linhas de água  valas , valetas e outros canais de drenagem que drenam as águas para a Lagoa da Ervedeira )

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Limpeza das linhas de água



A salvaguarda do equilíbrio ecológico e do bom funcionamento da rede hidrográfica deverá ser concretizada tendo em consideração o princípio da co-responsabilização de todos os utilizadores e gestores dos recursos hídricos. A ARH do Centro, I.P. ciente da necessidade de implementação das medidas de conservação e reabilitação, nomeadamente limpeza e desobstrução das linhas de água para garantir as condições de escoamento dos caudais líquidos e sólidos em situações hidrológicas normais ou extremas, publica o presente Edital n.° 12/2011 e respectivas Normas de Limpeza de linhas de água no sentido de prestar auxilio técnico no entendimento da lei vigente. Nos termos da alínea b) do n.° 5 do art. 33.° da Lei n.° 58/2005, de 29 Dezembro, os proprietários ou possuidores de parcelas de leitos e margens de linhas de água, nas frentes particulares e fora do aglomerado urbano são obrigados a garantir a limpeza das mesmas segundo as normas para a limpeza de cursos de água não navegáveis nem flutuáveis em anexo.
Nestas condições todos os proprietários ou arrendatários confinantes abrangidos por estas disposições ficam notificados a procederam às referidas operações.
Em caso de incumprimento do presente pelos referidos proprietários ou arrendatários confinantes com linhas de água ficam os mesmos sujeitos a processo de contra-ordenação muito grave nos termos do art. 25.° e art. 22.° n.° 4 da Lei n° 50/2006, de 29 de Agosto, alterado pela Lei n.° 89/2009, de 31 de Agosto e outras sanções previstas na Lei em vigor e ao pagamento de eventuais despesas realizadas por esta Administração da Região Hidrográfica do Centro, IP para a concretização dos trabalhos. Quando as linhas de água se inserem em aglomerado urbano a limpeza, manutenção e desobstrução é da responsabilidade dos municípios, de acordo com a alínea a) do n.° 5 do art. 33.° da Lei n.° 58/2005, de 29 Dezembro.


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 RECOMENDAÇÕES PARA LIMPEZA E DESOBSTRUÇÃO DOS CURSOS DE ÁGUA
A todas as entidades e propriatarios: As operações de limpeza/ manutenção, quer sejam da responsabilidade dos proprietários de terrenos privados, quer sejam da responsabilidade da Autarquia que se  proceda à limpeza e desobstrução de sumidouros, valetas e outros canais de drenagem, removendo  todo o tipo de detritos (vegetais e material sólido folhas caídas das árvores, plantas invasoras, areias e pedras que ali se depositaram previamente à época das chuvas. ) que possam criar obstáculos ao escoamento normal das águas.
Que a cada cidadão deve também assegurar a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais dos quintais ou varandas e á  limpeza ás caleiras dos telhados das habitações para o bom encaminhamento das aguas para as linhas de água.


Porque é importante efectuar a limpeza e desobstrução de linhas de água?
A limpeza é importante porque ao fazer a  desobstrução das linhas de água , retirando os  obstaculos  que contribuem para a consequente redução da capacidade de escoamento fazendo com que a água se perca ou retenha ao longo de todo o percurso acabando por se evacuar para os terrenos adjacentes e assim se perde muita da  água que nunca chega á Lagoa  .
Sendo assim pedimos um pareçer  , pois estaremos ao vosso dispor  para nossas ideias e  estamos intressados em poder fazer alguma coisa para um melhor condicionamento das linhas de água  para a Lagoa Da Ervedeira desde que para isso tenhamos  alguem que nos possa encaminhar e ajudar nesta difiçil mas não impossivel tarefa de voltar a ter a nossa Lagoa de volta com toda a sua beleza !


Fontes: http://www.cm-ourem.pt , http://www.cister.fm , http://www.freguesiadecarrico.pt , http://dre.pt


A evolução da área superficial da Lagoa da Ervedeira



Trata-se de uma Lagoa que abriga diversas espécies animais, tais como patos selvagens(existentes só na Península Ibérica e que estão em vias de extinção), aranhas e coelhos, assim como plantas, entre elas canas, pinheiros, musgo, arbustos e eucaliptos.
Um espaço idílico que oferece alimento e refúgio aos seres vivos, sendo este um local natural de riqueza biológica.
Já lá vão os tempos em que tudo o que existia à faceda terra era puro e limpo. Hoje o panorama mudou ligeiramente. Existem muitas pessoas que se preocupam mais com o seu próprio bem-estar do que
com o ambiente que as rodeia. É a falta de civismo de muitos que faz com que o ambiente esteja cada vez mais degradado. Exemplos disso, são as matas e a areia das praias e lagoas cheias de resíduos, os equipamentos que se encontram à disposição da população vandalizados , entre muito outros.
Na Lagoa da Ervideira há já várias situações que a afectam, umas devido à acção do homem, outras devido à própria evolução da natureza. Os seus principais problemas prendem-se com a descida do nível médio das águas devido à pouca precipitação que se faz sentir em Portugal e também devido a alguns furos feitos pela população para abastecimento próprio e muito de certeza devido á estraçao de areias circundantes á Lagoa (areiros))fazendo que os veios freaticos de água se percam e tambem devido aos diversos furos de extração de água para as fabricas de celulose da Figueira Da Foz (Gala).







ANO 2009 o ano mais seco desde 1995

A aglomeração de matéria orgânica, a acumulação de lixo nas margens da lagoa (plásticos, vidros, vestuário, papéis e lixo orgânico) e, por fim, a eutrofização das águas são outros problemas que se manifestam na Lagoa da Ervideira actualmente.
A eutrofização é o processo através do qual as águas da Lagoa se enriquecem de nutrientes minerais eorgânicos, provocando o excesso de vida vegetal e,por falta de oxigénio, dificulta a vida animal. Este processo leva à consequente deterioração da qualidade da água. Em relação à Lagoa daErvideira, esteprocesso dá-se devido aos produtos químicos e à matéria orgânica colocada nas terras em volta da Lagoa. Com a precipitação, estes químicos descem para a Lagoa, dissolvendo-se ou infiltrando-se nas águas subterrâneas, sendo arrastados até aos lençóis de água e causando o crescimento de algas , que com o tempo forma o excesso de vida vegetal. A eutrofização   nota-se através da cor da água azul esverdeada.
A Lagoa da Ervideira apresenta também zonas perigosas tais como os pesqueiros que não têm protecção, podendo, assim, provocar a queda de crianças e adultos. Fonte : http://www.jornaldeleiria.pt

Fizemos um pequeno inquérito a  residentes na povoação da Ervideira de diferentes faixas etárias everificámos que cinco em seis pessoas consideram que há probabilidade de a lagoa secar dentro de alguns anos; todos os inquiridos afirmam que há vandalismo na lagoa e que estão conscientes dos perigos ali existentes; quatro dizem que só há vigilância e segurança durante a época balnear e cincoreferem que não existem caixotes do lixo suficientes ou a consecutiva falta de limpeza destes .
Apesar dos problemas expostos, a Lagoa da Ervideira apresenta benefícios, uma vez que é uma zona de lazer, de turismo e de pesca. É aproveitada pelas pessoas para passeios pedestres, velocípedes e, ainda, utilizada para piqueniques.


Mapa da Lagoa da Ervedeira






 A evolução da área superficial da Lagoa da Ervedeira é vulnerável às condições de baixa pluvisidade
Adicionar legenda
A Lagoa da Ervedeira  tem vindo a registar uma descida acentuada do nível de água, para níveis nunca antes registados. Este grave problema está a preocupar bastante toda a polpulação  da região e autoridades oficiais, pois se o nível de água continuar a baixar ao ritmo que se tem registado, a vida desta fabulosa lagoa está seriamente em risco. Embora ainda não tenha sido descoberto a causa deste fenómeno, a população fala de duas possíveis causa para o problema, sendo a fraca pluviosidade registada e a excessiva exploração dos lençóis freáticos apontados como principais causas, pois também o baixo nível dos poços da região apontam neste sentido.



Ano 2003
Ano 2005
Ano 2006
Ano 2009
Ano 2011
Ano 2012

Quero com isto pedir a vossa opinião sobre  este fenómeno.

FONTES:  http://www.jornaldeleiria.pt , http://www.proder.pt

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Lagoa Da Ervedeira Patrimonio Natural




A Lagoa da Ervedeira localiza-se junto da povoacao de Ervedeira, no extremo norte do Concelho de Leiria, freguesia de Coimbrao, possuindo uma area de 25 ha. Insere-se num espaço de rara beleza - situada num cordao dunar, entre as Matas Nacionais do Urso e do Pedrogao.
A Lagoa é um destino de férias muito procurado durante o período estival para praia e banhos ou passeios e lazer, e também para a prática de pesca desportiva e de desportos náuticos, como o windsurf.

Zona de Banhos Lado Norte



Zona de Banhos Lado Norte


 Zona de Banhos Lado Sudoeste

Pesca na lagoa
Zona de Lazer


 É ainda um local privilegiado de refúgio e nidificação de avifauna. Nas dunas envolventes existem passadiços de acesso, vários pontões de pesca, instalações de apoio, parque de merendas e parques de estacionamento automóvel.
Pesqueiro

 
Parque de Merenda e Parque para crianças


Passadiços , Zona de Banhos , Miradouro , Parque p/crianças

Parque de Merendas
O seu nome deriva da palavra ervado que significa medronheiro."o medronheiro, que em algumas terras se chama érvedo, do latim arbustus, d’onde vieram as palavras Ervedal, Ervedo, Ervedosa,Ervedeira; o medronho, além de servir para d’ele se fazer agua-ardente, é comestível”. 
Érvedo

Apesar da sua localizacao a cerca de 6 km do litoral, nao se trata de uma lagoa costeira. Situando-se numa area com uma topografia pouco acidentada, constituida por areias, arenitos e argilas, a sua formacao deve-se a insercao da topografia da superficie com um aquifero livre. A altitude situa-se entreos 40 e os 60 metros, existindo algumas depressoes encaixadas no terreno correspondentes a propria lagoa.
Na paisagem da Lagoa e possivel distinguir duas areas diferenciadas. A cobertura de pinheiros bravos e arbustos que constitui a mata circundante e a lagoa propriamente dita, com as margens adjacentes.
Lagoa em 2003

Lagoa em 2003



Este ecossistema natural de grande riqueza biologica constitui o habitat ideal para algumas especies e constitui um optimo local para a Invernada de aves migradoras, pois e um sitio sossegado e com alimento abundante. Estes ecossistemas defendem ainda as terras interiores da agressao da salinidade,
preservando os litorais da erosao marinha e funcionam como reguladores do clima.
A zona Oeste da Lagoa e composta por dunas que se dispoem em cordoes sensivelmente paralelos ao litoral.


A Este, os terrenos apresentam uma constituicao igualmente arenosa, mas com materiais mais grosseiros, sendo que a lagoa estabelece a fronteira entre as duas formacoes, ambas bastantes permeaveis.
 
Água de Nascente





Água de Nascente a drenar para a Lagoa

Conjuntamente com a Mata Nacional do Urso, a lagoa foi considerada um sitio de interesse para a Conservacao da Natureza, encontrando-se classificada como Biotopo CORINE Programa da Comunidade Europeia para sitios de interesse cientifico e conservacao da natureza. De acordo com o
Programa CORINE Biotopos, encontram-se nesta area especies com o estatuto de conservacao, de ameacas de extincao e importantes aves migratorias.
Em relacao a flora local, a lagoa encontra-se envolvida, na sua quase totalidade, por um povoamento florestal litoral, cuja especie dominante e o pinheiro-bravo (Pinus pinaster) e algumas manchas de pinheiro-manso (Pinus pinea), eucalipto (Eucalyptus globulus labill) e acacia (Acacia melanoxylon e
Acacia dealbata). Tambem e possivel encontrar aqui especies de porte arbustivo como sendo o samouco (Myrica faya), o medronheiro (Arbutus unedo), a urze (Calluna vulgaris L. Salisb), a camarinheira (Corema album), entre outras. Surgem ainda o rosmaninho (Lavandula stoechas L.), o alecrim (Rosmanirus
officinalis L.), o oregao (Organum vierens) e especies dunares como o estorno (Amnophila arenaria). Na lagoa, a vegetacao aquatica e composta por extensos povoamentos de canico (Phagonites australis), que constituem um importante abrigo para a nidificacao de varias especies de aves.
Em termos faunisticos, foram identificadas na lagoa tres especies de peixe: a carpa (Cyprinus carpio), a perca-sol (Lepomis gibbosus) e o achiga (Micropterus salmonoides). As especies mais comuns sao anfibios como a ra-verde (Rana perezi) e o sapo-comum (Bufo bufo). Na area circundante da lagoa foram


identificados o sardao (Lacerta lepida), a lagartixa-do-mato-iberica (Psammodromus hispanicus), a cobrarateira (Malpolon monspessulanus) e a vibora-cornuda (Vipera lastestei), a qual esta ameacada de extincao.
De toda a fauna da Lagoa, a avifauna merece especial atencao pela sua representatividade na zona.
Constituindo um importante nicho ornitologico, nomeadamente durante a epoca de Inverno, podem ser aqui encontradas 19 especies de aves, distribuidas da seguinte forma: no pinhal periferico nidificam alguns casais de milhano (Milvus milvus) especie rara de rola (Streptopelia tutur), de perdiz-vermelha
(Alectoris rufa), de pato-real (Anas plathyrhynus) e de galinha-dagua (Gallinula chloroposis). No canical marginal encontram-se a garca-pequena (Isobrynchus minutus), a fuinha-dos juncos (Cisticola jundicis) e o rouxinol-grande-dos-canicos (Acrocephalus arundinaceus).
Por fim, em relacao aos mamiferos, destacam-se as seguintes especies: o musaranho-de-dentes-brancos (Crocidura russula), a toupeira (Talpa occidentalis), a lebre (Lepus capensis), o coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus), o rato-cego (Microtus lusitanicus), a gineta (Genetta genetta) e a raposa (Vulpes vulpes).
As condicoes naturais da lagoa, e sua zona envolvente, sao propicias ao desenvolvimento de actividades de recreio, desde que regulamentadas na perspectiva da conservacao deste habitat, bem como de actividades de educacao ambiental, nomeadamente pelas excelentes condicoes que oferece na possibilidade de observacao de aves.
Fonte : www.proder.pt
Fotos de raul_parreira






Galinhas de água  Fotos de raul_parreira 

Fotos de raul_parreira

Fotos de raul_parreira

Fotos de raul_parreira

Cegonha e Pato bravo  Fotos de raul_parreira



 Por este motivo, em 1999 foi efectuada uma candidatura aoPrograma LEADER II de Recuperacao da Lagoa da Ervedeira, que em 2001 permitiu a instalacao no local de passadicos e diversas infra-estruturas de apoio, bem como um observatorio de aves.
Observaçao de Aves






  Estrada Atlântica

A Estrada Atlântica é caracterizada por uma assinalável beleza paisagística: o contínuo "verde" proporcionado pelo Pinhal de Leiria e matas nacionais, as arribas e praias e os pequenos núcleos urbanos aqui existentes tornam esta área litoral num recurso turístico de inegável interesse. 











No dia 20 de Agosto de 2011 foi inaugurado o Percurso entre o Pedrógão e o limite do Concelho com Pombal, embora o Percurso entre a Marinha Grande e a Lagoa da Ervedeira estivesse em funcionamento já há algum tempo.

A estrada Atlantica e a Ciclovia com troço actualmente praticável   desenvolve-se paralela ao mar e muito próximo das praias, começando no Carriço e dirigindo-se para o litoral atlântico. Um Percurso segue para Sul em direcção à Lagoa da Ervedeira, outro vira para Norte, na rotunda da Guarda Norte, e dirige-se para a Praia do Osso da Baleia , Praia do Fausto , e das Praias do Pedrógão, Norte e Sul continuando em direcção às praias e do Concelho vizinho até á  Praia do Norte, na Nazaré.
Fontes: http://www.rt-leiriafatima.pthttp://www.ciclovia.pt
 



Lagoa da Ervedeira regista subida histórica na cota de água

  Lagoa da Ervedeira está a registar uma subida inédita na sua cota de água, atingindo níveis apenas comparáveis aos registados no período...