terça-feira, 3 de outubro de 2017

Descobrir a Lagoa da Ervedeira a Caminhar

"As melhores coisas da vida estão, tantas vezes, tão perto de nós que nem sequer reparamos nelas. Por falta de tempo e, acima de tudo, por falta de atenção. Na maior parte dos casos, apenas nos preocupamos em saltar – e depressa! – entre a partida e a chegada sem desfrutarmos verdadeiramente do caminho. Mas quando o fazemos, passo a passo, podemos descobrir, então, algo que nem sequer imaginávamos que existisse aqui tão perto de nós: paisagens deslumbrantes, aldeias carregadas de histórias, pedaços de litoral ainda milagrosamente selvagens, pequenos tesouros de vida animal e, acima de tudo, uma experiência enriquecedora que nos pode levar a descobrir um País de paisagens únicas e irrepetíveis."
http://visao.sapo.pt

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A Lagoa da Ervedeira, classificada no âmbito do Biótipo Corine, localiza-se na freguesia do Coimbrão e ocupa uma área de 25 hectares cuja ocupação do solo é predominantemente florestal. As suas características particulares decorrem do seu substrato geológico e da sua posição relativamente ao litoral. A sua fauna aquática é constituída por Carpas (Cyprinuscarpio), Percas do Sol (Lepomisgibbosus) e Achigãs (Micropterussalmonoides), Pato Real (Anãs platyrhynchos) e a Galinha de Água (Gallinulachloropus). (Fonte: Relatório Ambiental de Avaliação Estratégica, Maio 2015, Município de Leiria, Geoatributo) A Lagoa da Ervedeira localiza-se junto da povoação de Ervedeira, no extremo norte do Concelho de Leiria, freguesia de Coimbrão, possuindo uma área de 25 ha.
Insere-se num cordão dunar, entre as Matas Nacionais do Urso e do Pedrógão. O seu nome deriva da palavra “ervado” que significa medronheiro. Apesar da sua localização a cerca de 6 km do litoral, não se trata de uma lagoa costeira. Situando-se numa área com uma topografia pouco acidentada, constituída por areias, arenitos e argilas, a sua formação deve-se a inserção da topografia da superfície com um aquífero livre. A altitude situa-se entre os 40 e os 60 metros, existindo algumas depressões encaixadas no terreno correspondentes a própria lagoa. Na paisagem da Lagoa é possível distinguir duas áreas diferenciadas; A cobertura de pinheiros bravos e arbustos que constitui a mata circundante e a lagoa propriamente dita, com as margens adjacentes. Este ecossistema natural de grande riqueza biológica constitui o habitat ideal para algumas espécies e representa um óptimo local para a Invernada de aves migradoras, pois é um sítio sossegado e com alimento abundante. Estes ecossistemas defendem ainda as terras interiores da agressão da salinidade, preservando os litorais da erosão marinha e funcionam como reguladores do clima. A zona oeste da Lagoa é composta por dunas que se dispõem em cordões sensivelmente paralelos ao litoral. A Este, os terrenos apresentam uma constituição igualmente arenosa, mas com materiais mais grosseiros, sendo que a lagoa estabelece a fronteira entre as duas formações, ambas bastante permeáveis. Conjuntamente com a Mata Nacional do Urso, a lagoa foi considerada um sítio de interesse para a Conservação da Natureza, encontrando-se classificada como Biótopo CORINE – Programa da Comunidade Europeia para sítios de interesse científico e conservação da natureza. De acordo com o “Programa CORINE Biótopos”, encontram-se nesta área espécies com o estatuto de conservação, de ameaças de extinção e importantes aves migratórias. Em relação a flora local, a lagoa encontra-se envolvida, na sua quase totalidade, por um povoamento florestal litoral, cuja espécie dominante e o pinheiro-bravo (Pinus pinaster) e algumas manchas de pinheiro-manso (Pinus pinea), eucalipto (Eucalyptus globulus labill) e acácia (Acacia melanoxylon e Acacia dealbata). Também e possível encontrar aqui espécies de porte arbustivo como sendo o samouco (Myrica faya), o medronheiro (Arbutus unedo), a urze (Calluna vulgaris L. Salisb), a camarinheira (Corema album), entre outras. Surgem ainda o rosmaninho (Lavandula stoechas L.), o alecrim (Rosmanirus officinalis L.), o oregao (Organum vierens) e espécies dunares como o estorno (Amnophila arenaria). Na lagoa, a vegetação aquática é composta por extensos povoamentos de caniço (Phagonites australis), que constituem um importante abrigo para a nidificação de varias espécies de aves. Em termos faunísticos, foram identificadas na lagoa três espécies de peixe: a carpa (Cyprinus carpio), a perca-sol (Lepomis gibbosus) e o achiga (Micropterus salmonoides). As espécies mais comuns são anfíbios como a rã-verde (Rana perezi) e o sapo-comum (Bufo bufo). Na área circundante da lagoa foram identificados o sardão (Lacerta lepida), a lagartixa-do-mato-iberica (Psammodromus hispanicus), a cobra rateira (Malpolon monspessulanus) e a víbora-cornuda (Vipera lastestei), a qual esta ameaçada de extinção. De toda a fauna da Lagoa, a avifauna merece especial atenção pela sua representatividade na zona. Constituindo um importante nicho ornitológico, nomeadamente durante a época de Inverno, podem ser aqui encontradas 19 espécies de aves, distribuídas da seguinte forma: no pinhal periférico nidificam alguns casais de milhano (Milvus milvus) – espécie rara – de rola (Streptopelia tutur), de perdiz-vermelha (Alectoris rufa), de pato-real (Anas plathyrhynus) e de galinha-d’agua (Gallinula chloroposis). No caniçal marginal encontram-se a garça-pequena (Isobrynchus minutus), a fuinha-dos juncos (Cisticola jundicis) e o rouxinol-grande-dos-caniços (Acrocephalus arundinaceus). Por fim, em relação aos mamíferos, destacam-se as seguintes espécies: o musaranho-de-dentes-brancos (Crocidura russula), a toupeira (Talpa occidentalis), a lebre (Lepus capensis), o coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus), o rato-cego (Microtus lusitanicus), a gineta (Genetta genetta) e a raposa (Vulpes vulpes).
Fonte : http://www.cm-leiria.pt





«(...) Se estivermos atentos, vamos até descobrir que há sempre histórias a acontecer, porque a Natureza está sempre em movimento (...)».

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