A comunidade da Ervedeira vem, por este meio, expressar a sua profunda preocupação relativamente ao estado de abandono em que se encontra a zona balnear do nosso concelho — a Lagoa da Ervedeira — durante o período fora da época fustal.
É notório que estas áreas têm sido alvo de intervenções meramente "cosméticas" a poucos meses do verão, descurando uma manutenção permanente que é vital para a preservação do património natural e das infraestruturas.
Exemplo claro desta gestão reativa, e não preventiva, foi a recente perda da Bandeira Azul na Lagoa da Ervideira, um facto que prejudica gravemente a imagem da região.
Estas imagens ilustram na perfeição a gestão reativa, em vez de preventiva, que frequentemente vemos
no nosso património natural.
A situação que podemos constatar, toca em três pontos críticos que definem o futuro de qualquer região turística:
𝟏. 𝗔 𝗦𝗮𝘇𝗼𝗻𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝗖𝘂𝗶𝗱𝗮𝗱𝗼: Tratar as zonas balneares como "cenários de verão" que se montam em maio e se desmontam em setembro é um erro estratégico.
𝟐. 𝗔 𝗲𝗿𝗼𝘀𝗮̃𝗼, 𝗮 𝗺𝗮𝗻𝘂𝘁𝗲𝗻𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗶𝗻𝗳𝗿𝗮𝗲𝘀𝘁𝗿𝘂𝘁𝘂𝗿𝗮𝘀 𝗲 𝗮 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗿𝘃𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼𝘀 𝗲𝗰𝗼𝘀𝘀𝗶𝘀𝘁𝗲𝗺𝗮𝘀 (especialmente num sistema sensível como o da Lagoa da Ervedeira) exigem monitorização 365 dias por ano.
𝟑. 𝗢 𝗩𝗮𝗹𝗼𝗿 𝗱𝗮 𝗕𝗮𝗻𝗱𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗔𝘇𝘂𝗹: A perda deste galardão na Lagoa da Ervedeira não é apenas um detalhe estético; é um indicador de saúde ambiental e de segurança.
Para o turista moderno, esses selos são critérios de exclusão. Recuperá-los exige mais do que "cosmética"; exige investimento estrutural nos apoios de praia, acessos e limpeza.
𝗢 𝗘𝗳𝗲𝗶𝘁𝗼 𝗗𝗼𝗺𝗶𝗻𝗼́ 𝗻𝗮 𝗘𝗰𝗼𝗻𝗼𝗺𝗶𝗮 : Quando as entidades que tutelam o espaço, falham na manutenção do espaço público, o prejuízo é privatizado.
Os empresários locais, que mantém as portas abertas e pagam os seus impostos, vêm o seu esforço anulado pela degradação da envolvente.
Sem atratividade pública, o investimento privado morre.
É fundamental que haja uma pressão cívica constante para que o orçamento municipal preveja uma verba fixa de manutenção anual para a Lagoa da Ervedeira, tratando-a como o ativo estratégico que é, e não como um peso de última hora no calendário.
no nosso património natural.
A situação que podemos constatar, toca em três pontos críticos que definem o futuro de qualquer região turística:
𝟏. 𝗔 𝗦𝗮𝘇𝗼𝗻𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝗖𝘂𝗶𝗱𝗮𝗱𝗼: Tratar as zonas balneares como "cenários de verão" que se montam em maio e se desmontam em setembro é um erro estratégico.
𝟐. 𝗔 𝗲𝗿𝗼𝘀𝗮̃𝗼, 𝗮 𝗺𝗮𝗻𝘂𝘁𝗲𝗻𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗶𝗻𝗳𝗿𝗮𝗲𝘀𝘁𝗿𝘂𝘁𝘂𝗿𝗮𝘀 𝗲 𝗮 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗿𝘃𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼𝘀 𝗲𝗰𝗼𝘀𝘀𝗶𝘀𝘁𝗲𝗺𝗮𝘀 (especialmente num sistema sensível como o da Lagoa da Ervedeira) exigem monitorização 365 dias por ano.
𝟑. 𝗢 𝗩𝗮𝗹𝗼𝗿 𝗱𝗮 𝗕𝗮𝗻𝗱𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗔𝘇𝘂𝗹: A perda deste galardão na Lagoa da Ervedeira não é apenas um detalhe estético; é um indicador de saúde ambiental e de segurança.
Para o turista moderno, esses selos são critérios de exclusão. Recuperá-los exige mais do que "cosmética"; exige investimento estrutural nos apoios de praia, acessos e limpeza.
𝗢 𝗘𝗳𝗲𝗶𝘁𝗼 𝗗𝗼𝗺𝗶𝗻𝗼́ 𝗻𝗮 𝗘𝗰𝗼𝗻𝗼𝗺𝗶𝗮 : Quando as entidades que tutelam o espaço, falham na manutenção do espaço público, o prejuízo é privatizado.
Os empresários locais, que mantém as portas abertas e pagam os seus impostos, vêm o seu esforço anulado pela degradação da envolvente.
Sem atratividade pública, o investimento privado morre.
É fundamental que haja uma pressão cívica constante para que o orçamento municipal preveja uma verba fixa de manutenção anual para a Lagoa da Ervedeira, tratando-a como o ativo estratégico que é, e não como um peso de última hora no calendário.

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